
QUANDO EU MORRER
Quando eu morrer, quero continuar sendo aquilo que jamais pensei ser, portanto, quero a minha campa, sem pompa, de terra batida e bem esquecida, talvez florida pelas flores da minha vida, as lembranças de todos vocês. Lembranças alegres, pelo que fui e pelo que não pude ser. Não quero cruz, quero ficar natural como uma planta qualquer nascida em qualquer quintal. Desnuda se for possível, e despojada de todo o enfado, mas decantada por belo fado, pois, fiz de tudo. Fui mais um humano que fiz meus planos, e agora sob a terra plana a descansar em paz, muita paz, se não me engano, pois, fiz bem, fiz mal, tal qual um ser mortal. Sem hipocrisia, quero alegria, muita alegria ao tornar-me um imortal...
LUIS DA SILVA LOPES
(IN MEMORIAN)
Saudade de você pai
Passando
Os dias, e as horas
As três Marias no céu a brilhar
E teu caminho guiar
Entre modismos
Ruas estreitas
Montanhas perfeitas
Sol que nasce
Dia após dia renasce
A saudade a me assolar
A dor em meu peito a
moer meu coração
Tenho que ser forte
Perante a morte
Temida morte
Triste sorte de quem fica
Lagrimas tão amargas
Tento conte-las
Prende-las em meu intimo
Modificar o mundo
Mas não posso
Respiro cada suspiro
O mundo permanece a girar,
Em teu peito o silencio
A me maltratar
Não sei para onde caminhar
Do céu me guie
Para o lugar
Que vou andar...
Andar sem lugar ou destino
de parar
Abraços, da saudade e o que posso te enviar
Saudades, sempre vão ficar.
Não lembre das lágrimas em meu rosto
Lembre do sorriso, que no momento... não posso te dar.
Homenagem ao meu pai.