Refém

Refém de uma ilusão vivida
Sonhada e amargada.
Platônica paixão dolorida..

Tentei calar a voz que teimava em cantar.
Tentei quebrar as correntes e fugir.
Tentei escapar...
Chorei quando quis sorrir.

Jogado à esmo, lancei-me ao vento.
Desabafei meu coração em cartas.
Não via a luz do dia, só o meu lamento.

Quando quis abraçar-te, chorei,
Quando quis ouvir sua voz, tremi,
Quando quis sentir-te, sonhei...

No quarto escuro as paredes
Choravam comigo a minha dor.
Soluços a meia-noite de um
Coração que sofria por amor.

O tempo passou.
Como estás?
Que é mais estranho que isso?!
Querer saber sobre aquele alguém
Que cujo pelo silêncio no travesseiro
Abrigo procurava...

Iluso eu? Talvez.

Refém de um silêncio
Que minha alma ao poço levou.
Tentei fujir...
Fora mais forte que eu.
No peito eu senti o quanto doeu.

Que sentimento me toma
Afim disto escrever?
Quero achar-me, mas quanto mais
Tento, mais quero correr.

As noites não dormidas não voltam.
As lágrimas roladas não secam

Tenho a impressão que ainda
Me salgam à boca...
Fernando 25/04/07 23h31m

Fonte: https://www.webartigos.com/articles/13347/1/poemas-e-lagrimas/pagina1.html#ixzz13jx2sIAy

 

  

LÁGRIMAS
Sera um gemido lamentoso
ou,um pedido esperançoso,
pelo retorno de alguém?
Ou uma dolorosa lembrança,
tão recheada de esperança,
de um milagre que nunca vem?

Essa sensação tão estranha,
que atravessa montanha
que nos afunda na solidão...
E um fenônimo de nossa vida,
ao relembrar pessoa querida
que trazemos no coração...

Nesse momento de desgosto
sentimos em nosso rosto,
muitas lágrimas a rolar...
Pois em nosso pensamento
não existe o frescor do vento
quando a alma esta a chorar...

O sentimento que me invade
torna mais triste a saudade
mas meu lamento e em vão...
Enquanto uma lágrima cai,
minha vida caminhando vai
são as lágrimas do coração

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Marcas de uma


lagrima

 


Foi em um simples papel que

comecei a colocar os

desabafos de meu coração...

Palavras que respondiam os

meus sentimentos, que

denunciam minhas vontades.


Uma lágrima sem razão rolou

dos meus olhos e caiu sobre a

palavra amor...


Ai percebi que:


Os meus olhos choram por

amor.


Lágrimas que nascem lá do

coração, que a alma aprova,

pois as lágrimas nos

fortalecem.


"Uma pessoa que não chora,

tem mil motivos para chorar..."


Segurar as lágrimas é o

mesmo que pedir para parar

o tempo.


O amor nos faz chorar,

porque é o sentimento mais

forte que existe na lei da

vida.


Minha poesia ficou com uma

marca, a marca de um amor

expressado em uma


Marca de Uma Lágrima.


 

 

 

O POEMA                                                                                                                                                                                           (A LÁGRIMA)

Apetece-me chorar.
Apetece-me deitar para fora anos e anos de ódio e mágoa que as pessoas guardam de mim. 
Nem todas as pessoas. Apenas as que me amaram. E que decidiram que o amor que lhes dediquei era pouco e que queriam mais do que eu na altura, e talvez ainda agora, possa oferecer a alguém.
Hoje despediste-te de mim. Ele também. Ele tem apagado de mim as memórias de um tempo em que éramos dois e que nunca fomos um. 
Ainda assim guardei memórias que ele agora insiste em pintar de vermelho. Vermelho rubro de dor e sarcasmo. Ele mastigou tudo o que poderíamos ter dito um ao outro.
Ficou assim, suspenso.
Tu não. Tu sabes em mim as palavras que ainda são tuas. As que não sei dizer. As que escondo de ti e dos outros e de todas as pessoas. 
Conheces-me.
Despediste-te de mim, com o poema que tantas vezes ansiei e que não continha as palavras que sonhei ler nele. 
Um dia pedi-te que me escrevesses. E tu disseste que não sabias, que as palavras eram punhais que te rasgavam as pálpebras e te confundiam os sentidos ao ponto de deixares de reconhecer o teu próprio rosto e o teu destino.
Hoje deste-me um poema como quem dá uma lágrima. 
Espelhaste nele o vazio que construíste para nós. Durante anos procurei o teu colo e a tua voz e o conforto manso do teu peito. Ainda que o teu peito nunca me tenha servido de colo. Ainda assim. Era no teu peito que apagava todas as dores de estar viva e pulsar e sentir e ser eu.
Hoje deste-me um poema como quem dá um grito.
A romper o silêncio. O silêncio que disse tanto e que não nos diz nada mais que não saibamos já, e não tenhamos escrito em papel violeta que deixámos voar e perder-se no lago pesado e azul.
Hoje deste-me um poema e deixaste o teu corpo morto nos meus braços. Num último suspiro.
Amei-te como nunca mais saberei amar ninguém. Amei-te com a força dos corpos que nunca se tocaram e o mistério dos abraços que se esqueceram no tempo.
Amei-te como todos quiseram ser amados e eu não podia e não sabia amar ninguém mais além de ti. 
Hoje deste-me um poema e em troca levaste o amor que me susteve anos a fio. Deixaste-me aqui, sozinha, sem memórias, sem as tuas mãos e sem o teu rosto que me apagava as lágrimas cansadas em dias de chuva e noites de sal.
Ainda me apetece chorar... Ainda me apetece chorar... Francamente, ainda me apetece chorar.


Se eu tivesse dito "amo-te" e tivesse violado o teu corpo e tivesse arrancado a tua alma e tivesse gritado no teu quarto e tivesse rasgado os teus olhos e tivesse feito tudo ao contrário e tivesse esquecido a S., a I., todas elas, todas as mulheres que deslizaram nos teus braços e tivesse esquecido que me disseste que as amavas e tivesse esquecido que disseste que eras velho e cansado e gasto e tivesse revivido o menino que me deste um dia e te tivesse beijado loucamente e tivesse deixado o meu corpo nu nos teus braços e tivesse chorado e chorado e chorado todas as lágrimas que um dia semeaste em mim e tivesse pedido que ficasses... Ficavas?

Francamente, ainda me apetece chorar...

 

 

 

 

Mar de lágrimas

A chuva vai caindo lá fora
E eu observo-a e emito-a
Chorando, Esperando apenas uma hora
Em que tudo isto pare.

E a cada  lágrima que me cái, sinto-a
Sinto-a não simplesmente na pele
Mas como um punhal, que me corta devagarinho
E sinto um aperto, e um palpitar de mansinho

Que dia cinzento este, 
Tão melhor que o meu coração negro e triste,
Pois a água da chuva lava e purifica
As minhas lágrimas apenas mostram o quão estou caida

O passar das horas pesa me tanto
E a chuva apenas marca cada momento
Como se me condena-se á morte
E no entanto, o meu maior alivio seria o fogo, ou a forca

Pois morrer não morrerei
Mas  também não sei se me encontrarei
No meio deste mar de lágrimas, mesmo sabendo nadar
E tudo isto por um dia te ter chegado a amar

 

 

 

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