Quero matar a saudade com um tiro,
eu iria jogá-la longe de mim,
olhar nos olhos dela em seu último suspiro,
e dizê-la “esse é seu fim”.

Distante desejo esse meu,
pois são tantas saudades a me consumir,
saudade dos beijos seus,
saudade de pessoas que decidiram partir.
E com suas partidas levaram um pedaço de mim,
os pedaços que fiquem por lá onde estiverem,
queria ter a chance de cuidar melhor do jardim,
de cuidar das flores que ganhei,
que com meu desprezo as joguei,
hoje vejo que eram as flores que sempre sonhei,
saudade “cretina” porque simplesmente não morre?
Porque não se joga no precipício que fizestes em mim?
Será que sentes prazer em meu sofrimento?
Sim sente, tenho plena convicção,
então tu serás minha eterna inimiga,
e direi aos ventos,
que farei o possível para te matar,
não que eu não suporte a dor,
mas você sorri de mim,
sorri enquanto choro,
não deixarei você fugir,
será minha prisioneira enquanto eu respirar,
e quem sabe quando eu partir,
levarei você comigo e assim conseguirei te matar.

 

Por: Adilson Costa

 

 

 

 

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